As
tecnologias da informação estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das
escolas em nosso país. Pouco-a-pouco as salas de informáticas estão sendo
ocupadas por alunos cada vez mais jovens. Estes já trazem consigo um
conhecimento de mundo que a informática jamais poderá proporcionar. Um exemplo
disso é a habilidade de escrever em letra cursiva. Não podemos deixar de mencionar que outras
habilidades herdadas do mundo da informática são também aprimoradas na escola,
é o caso da manipulação dos recursos oferecidos por plataformas como o ANDROID
– os tablets distribuídos na escola favorecem essa realidade.
Os
aparelhos multimídias, no entanto, não estão apenas nas escolas ou nos objetos
que os estudantes trazem em suas mochilas. O universo multimídia lançou voos
tão altos que chegou ao patamar de arte. É o que vemos no vídeo COIEDA. Produzido pelo artista
japonês Takagi Masakatsu, o vídeo é
resultado do uso de programas/software para trabalhar imagens geométricas a
partir de recortes de filmes. Aspectos como cores, iluminação, contraste e até
mesmo profundidade são artisticamente explorados e facilmente identificados na
produção. O detalhe que mais chama atenção é que embora à primeira vista, Takagi Masakatsu, aparente estar
mostrando ao telespectador uma palheta de variados recursos multimídias, o
vídeo não deixa de apelar para a emoção. Não seria artístico se assim não o fosse,
afinal se é arte, deve provocar estesia, deve dialogar com a nossa
sensibilidade.
A arte em
sua amplitude também vai dar vazão à toda veia artística do brasileiro Joe Penna. Em suas mãos, ou melhor, em
sua boca, a música de Carlos Gardel,
autêntico representante do tango argentino, ganha uma nova roupagem. Por una cabeza, abre mão de toda a
suntuosidade das orquestras de violino e do velho piano para ser tocado a
partir de várias bolas de sopro. Com um ar descontraído, a trilha sonora de Perfume de Mulher, famoso filme
estralado por Al Pacino, é habilmente executada.
A essa
altura do texto você já deve ter percebido que as tecnologias da informação e a
arte conseguem de fato dialogar. As novas tecnologias e os objetos multimídias,
no entanto, não são os únicos recursos que temos para produzir arte. É o que
vemos neste web endereço: http://www.youtube.com/watch?hl=pt&gl=BR
&v=L3XlxbNxjqg Ritmo, música, melodia e parceria formam a mistura
que dá corpo a um outro vídeo também bastante interessante intitulado Saltos no Tempo. A produção combina
palmas e saltos para dar voz a uma nova canção do grupo de percussão Bloco do Passo.
Os três
vídeos mencionados são artísticos e lançam mão de recursos diferenciados para
explorar e dar vida às suas respectivas artes. É inegavelmente nítida a forte
influência das novas tecnologias na composição dessas e de outras peças
artísticas que vem sendo produzidas ultimamente. Não importa se somos a
favor ou contra. A realidade é que não há como lutar contra o avanço devastador
das novas tecnologias em nossas vidas. Devemos estar atentos e sempre dispostos
a encarar as mudanças que elas nos propõem.