Toda discussão requer que tenhamos um ponto
de partida. O Prof. Dr. Ladislau Dowbor também pensa assim e em entrevista
veiculada na Rede Vida esse ponto foi a densidade de conhecimento que vem
ganhando espaço no cotidiano de cada um de nós e como a educação lida com esse
fato. A educação tem um grande desafio pela frente. Não é só mudar o currículo
escolar, há que se pensar na realidade de uma escola menos lecionadora e mais
organizadora de conhecimentos.
As
informações em geral, dos nossos estudantes, vem da escola, mas a televisão e a
internet como grandes meios de comunicação de massa tem um papel muito
importante nesse processo. Nossos alunos são alimentados rotineiramente por
informes veiculados nesses meios, pensar em uma escola que desconsidere essa
realidade, é também aceitar que essa escola não dará conta de seu papel de
formar cidadãos capazes de pensar e repensar sobre o que consomem enquanto
notícia, serviço ou até mesmo produtos.
As
novas tecnologias no entanto, não estão tomando conta apenas do dia-a-dia de
estudantes, o mercado de trabalho tem exigido cada vez um sem número de
qualificações que permitam aos empregados lidar com tecnologias cada vez mais
avançadas. Para os que já trabalham são oferecidos cursos de formação
continuada, para os que ainda buscam uma vaga, a procura por cursos de
capacitação não cessa.
Deste
modo, a informações vão circulando e se multiplicando ao nosso redor. Ainda
segundo o Prof. Ladislau, o problema maior é saber como filtrar essas
informações. Somos bombardeados por elas, nas escolas, em nossos ambientes de
trabalhos, nas ruas, estão por toda parte e mais importante do que absorvê-las
é organizá-las e dar-lhes utilidade.
Juntando
os mundos do trabalho e da educação, a proposta do Prof. Ladislau é de que a
educação deveria assumir o papel de propiciar que as pessoas em quaisquer
condições sociais, inclusive na terceira idade, tenham o acesso de maneira
flexível e permeável a interagir entre o trabalho e a educação.

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